A Operação Dubai, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Civil do RS, mostra que as autoridades estão atentas para crimes e golpes que se valem da boa-fé das pessoas, com criminosos tentando extorqui-las para obter lucro fácil. No caso em tela, a investida policial, nesta terça-feira, foi contra um casal de influenciadores digitais de Canoas, na Região Metropolitana, acusado de praticar uma série de extorsões pela rede mundial de computadores. A conduta incriminada consistia em sortear casas, apartamentos, motos, motos aquáticas, dinheiro e carros de luxo por meio da estipulação de cotas de valores irrisórios divulgadas e ofertadas pelas redes sociais dos influenciadores. Uma delas foi cotada em R$ 0,10. Algumas vezes, os prêmios eram entregues, mas, nesses casos, normalmente para pessoas próximas dos suspeitos. A investigação igualmente remete à evidência de lavagem de dinheiro, com fluxos milionários nas contas dos investigados. Tais movimentações seriam misturadas com outras, geradas por empresas dos investigados, as quais prestam serviços ou comercializam produtos paralelos.
O casal faz parte de um grupo mais amplo contra o qual se debruçou a ação da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas e pela Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD/Deic). Foram cumpridas 65 medidas cautelares nas cidades de Canoas, Campo Bom, Novo Hamburgo, Balneário Camboriú/SC e São Paulo/SP. Isso dá bem a dimensão da operação levada à frente, evidenciando para a criminalidade que ela não terá vida fácil diante da reação e da repressão necessária do poder público. Para tanto, cumpre um papel importante a inteligência policial, bem como a colaboração das comunidades municiando os canais de denúncias com subsídios imprescindíveis para que os meliantes sejam identificados e presos.
Vivemos um tempo em que os golpistas se sentem livres para agir contra o patrimônio de terceiros, muitas vezes colocando a vida de suas vítimas em risco. Todavia, as forças policiais estão atentas para fazer o contraponto em prol da sociedade.