Uma das iniciativas mais exitosas das autoridades na área da saúde pública, sem dúvida, diz respeito às campanhas desenvolvidas todos os meses com o objetivo de incentivar a população a se prevenir em relação a um rol de doenças ou a participar de esforços coletivos para obter melhores resultados em algumas situações adversas. É assim que surgiram iniciativas como o Janeiro Roxo, que combate a hanseníase, ou o Setembro Verde, que visa ampliar o número de doadores de órgãos para transplantes.
Nesse diapasão, entramos agora no mês de outubro, denominado Outubro Rosa, possivelmente o que veicula a campanha mais conhecida de todas, que busca conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção no tocante à ocorrência do câncer de mama. O objetivo é fazer com que a mulher realize o autoexame e também busque assistência preventiva nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), que está plenamente equipado para fornecer esse suporte. Essa enfermidade é a que mais atinge mulheres no país, com altos índices de letalidade, e enfrentá-la deve ser uma prioridade de todos, desde os governantes até as famílias. Se descoberto a tempo, as chances de cura melhoram significativamente e milhares de vidas podem ser salvas. É por isso que a informação é essencial para orientar as brasileiras a procurarem ajuda com a celeridade devida. De acordo com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), em 22 anos, a taxa de mortalidade por câncer de mama no Brasil teve um incremento de 86,2%. Segundo a médica Maira Caleffi, presidente voluntária e fundadora da entidade, muitas pacientes estão sendo diagnosticadas com cinco anos ou mais, em estágio avançado do câncer, o que diminui as possibilidades de um tratamento pleno e eficaz. Ela ressalta que é imprescindível o exame precoce.
Com todas as condições de assistência proporcionadas pelo SUS, urge que as mulheres se valham de sua estrutura para derrotar essa chaga. O alerta do Outubro Rosa pode e deve chegar a toda a sociedade.