Editorial

Prioridade para a infância

A infância é fase fundamental na existência do ser humano, que começa sua história na concepção e segue depois do nascimento. A sociedade precisa participar desde cedo desse desenvolvimento.

A saúde coletiva deve ser uma prioridade do poder público. Isso, inclusive, está explicitado na Constituição federal do país em seu artigo 196, que estabelece ser essa área um direito de todos e um dever dos entes federados, aos quais cabe garantir esse suporte por meio de políticas sociais e econômicas capazes de reduzir riscos de doenças e promover o acesso universal e igualitário a ações e serviços para promoção, proteção e recuperação do bem-estar físico e psicológico da população. Nesse contexto, há muitos segmentos a serem atendidos.

Entre os procedimentos que merecem atenção especial estão aqueles relativos ao pré-natal das nossas crianças, os quais estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse acompanhamento da gestação e do pós-parto é essencial a fim de salvaguardar a saúde da mãe e do bebê, prolongando-se no tempo enquanto se fizer necessário. Esse processo todo é muito importante em vários aspectos, como para a detecção precoce de riscos, envolvendo hipertensão, diabetes gestacional e infecções que podem comprometer a gestação; promoção da saúde, orientando acerca de alimentação, atividade física, aleitamento materno e saúde emocional; e preparação para o parto, informando à paciente sobre suas opções e removendo suas dúvidas; além da criação de vínculos com a equipe responsável pelo parto. Após o nascimento, o acompanhamento deve continuar com orientações à genitora, realização da cobertura vacinal, aferição do desenvolvimento do recém-nascido no período crítico e prevenção de eventuais complicações, como depressão materna posterior. São muitas as variáveis que devem ser observadas nessa fase.

A infância é fase fundamental na existência do ser humano, que começa sua história na concepção e segue depois do nascimento. A sociedade precisa participar desde cedo desse desenvolvimento, cobrando medidas que ajudem cada pessoa a vivenciar boas experiências. A empatia e a solidariedade são imprescindíveis para vivermos coletivamente com harmonia.