Editorial

Reforço nos estoques de sangue

Diante dessa realidade, é preciso aumentar os esforços neste período para sensibilizar a coletividade para que mais voluntários compareçam aos locais de coleta para recompor o volume dos hemocentros.

O início dos festejos de Carnaval, a par da inserção dos foliões na alegria dessa festa coletiva, também traz preocupação para as autoridades do segmento da saúde. Primeiro, porque, com um grande contingente de pessoas se afastando dos seus locais de origem para participar dos eventos ou mesmo alterando seu cotidiano, isso acaba por influir no ritmo da coleta de sangue, impactando no montante dos estoques das unidades hospitalares por conta da redução de doadores. Em segundo, porque, nessa época, infelizmente, costuma ocorrer um incremento no número de acidentes graves em que os pacientes precisam de transfusões, notadamente em casos de cirurgias.

Diante dessa realidade, é preciso aumentar os esforços neste período para sensibilizar a coletividade para que mais voluntários compareçam aos locais de coleta para recompor o volume dos hemocentros. Urge que os órgãos públicos ajam para chegar àqueles que podem contribuir nesse sentido, inclusive se valendo das novas tecnologias, que permitem um acesso rápido aos que estão em condições de fazer essas doações. Para doar, é preciso estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial de identidade com foto, ter idade entre 16 e 69 anos, sendo que os candidatos a doadores com menos de 18 anos deverão estar acompanhados pelos pais ou por responsável legal, ter peso mínimo de 50 kg, descontando-se as roupas, não estar em jejum e evitar alimentação gordurosa, ter dormido ao menos seis horas nas últimas 24 horas, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação, bem como não fumar pelo menos duas horas antes da doação e estar devidamente hidratado.

É importante ressaltar que quem doa também é beneficiado, não apenas pelo gesto solidário, mas também porque seu sangue é examinado e eventual sintoma de alguma enfermidade lhe será imediatamente informado, funcionando o ato como parte da própria prevenção. Este é um jogo de ganha-ganha, em que todos são beneficiados e vidas são salvas por meio da empatia entre quem ajuda e quem é ajudado.