Editorial

Saúde coletiva com nova conquista

Em sua trajetória, o SUS acumula êxitos. O mais recente é o reconhecimento, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), vinculado à ONU, da erradicação da filariose linfática, enfermidade conhecida popularmente como elefantíase.

A melhoria dos indicadores da saúde pública se deve a uma série de fatores, entre os quais, predomina a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Lei 8.080/90, quando o acesso aos tratamentos passou a ser universal e gratuito no país. Desde então, milhões de brasileiros puderam receber a assistência devida, com incontáveis vidas preservadas e oportunidade de vencer doenças e males adversos. Considerado o maior plano coletivo de saúde do mundo, o SUS é uma salvaguarda para todos naquelas horas difíceis em que o bem-estar físico e psicológico se mostra abalado. Inclusivo, abarca procedimentos considerados complexos e caros, que são disponibilizados sem ônus para todos, e também incentiva pesquisas e novas descobertas.

Com essa trajetória, o SUS acumula êxitos. O mais recente é o reconhecimento, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), da erradicação da filariose linfática, enfermidade popularmente chamada de elefantíase, como problema de saúde pública. Em nota oficial, a OMS parabenizou o Brasil por essa conquista e seu diretor, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou a importância de retirar do cenário nacional uma chaga “dolorosa, desfigurante, incapacitante e estigmatizante”. Aduziu que este é um passo importante numa jornada que indica o “incrível progresso que estamos fazendo contra as doenças tropicais negligenciadas, além de dar esperança a diversas outras nações que ainda lutam contra a filariose linfática para que também possam eliminar a doença”, conforme suas próprias palavras.

Esse trabalho do Ministério da Saúde perpassa vários governos e representa uma iniciativa bem-sucedida na erradicação de mais uma doença. Outras estão na mira da pasta, como malária, hepatites, hanseníase, sífilis, tuberculose e HIV. Tal sucesso deve inspirar outras campanhas bem-sucedidas que possam contribuir para que a população viva mais e cada vez melhor.