Há um ditado popular que diz que, mais importante do que dar o peixe, é ensinar a pescar. Por certo, tal afirmação tem sua validade e é preciso entendê-la dentro do seu contexto. Neste caso, temos que ensinar alguém a fazer alguma coisa é mais importante do que o façamos por ele porque assim o indivíduo saberá agir sozinho se isso se fizer necessário, resolvendo suas questões com autonomia. Sem dúvida, esta é a melhor saída, mas ela só pode ser adotada, no caso da pesca, se o pescador também for preservado para que possa realizar seu aprendizado. Essa assertiva popular frequentemente retorna em diversas análises correntes sobre os programas sociais de distribuição de renda. Todavia, é preciso fixar que tais suportes, com repasses de recursos para famílias carentes, devem ser algo feito sem que se pretenda eternizar essa condição, mas, ao contrário, visando sua superação.
No Brasil, as pessoas vulneráveis do ponto de vista socioeconômico podem se inscrever no CadÚNico, que é um cadastro de benefícios sociais de caráter emergencial. Tais grupos recebem atenção do poder público e suas demandas são examinadas em segmentos essenciais, como saúde, educação e saneamento. Muitos programas são desenvolvidos a partir desses registros, visando a propiciar oportunidades para que os inscritos possam obter melhores condições de vida. Para tanto, é essencial que haja parcerias que viabilizem os aprendizados necessários e a inserção no mercado de trabalho.
Um desses convênios acaba de ser anunciado. A Petrobras vai formar e empregar integrantes do CadÚnico, gerando, dessa forma, uma massa de trabalhadores oriundos das camadas mais pobres da coletividade, que receberão toda a formação necessária para exercer seu ofício. Sem dúvida, essa iniciativa da empresa estatal evidencia que ela está em consonância com as aspirações laborais dos mais necessitados sem esquecer de seus próprios interesses de expansão no mercado em que atua.