Editorial

Três tragédias, perdas de vidas e de bens, e demanda por prevenção

Esses sinistros mostram a importância de se prevenir situações de risco.

Nos últimos dias, podemos enumerar três tragédias distintas, que, ao que tudo indica, têm em comum a ausência da prevenção necessária. Em meio a essas ocorrências de grandes danos, vidas foram perdidas, feridos ficaram com sequelas e o parco patrimônio das vítimas foi perdido nas chamas, restando a perda de bens materiais e até mesmo das memórias familiares, tudo devorado pelas labaredas de forma implacável e inelutável.

Um desses episódios ocorreu em Gravataí. Neste 16 de novembro, domingo, um incêndio de grandes proporções atingiu pelo menos sete residências na rua Juventus, no bairro Bonsucesso. Uma pessoa faleceu no local. Pelas informações colhidas, as chamas começaram em uma casa de madeira e espalharam-se rapidamente. Noutra intercorrência, ocorrida em Pelotas, neste sábado, 15 de novembro, uma explosão em um apartamento, provavelmente devido a um vazamento interno de gás, deixou um morador gravemente ferido, o qual foi atendido tão logo quanto possível pelo Samu. Por fim, teve repercussão nacional a megaexplosão havida em Tatuapé (SP) por conta do armazenamento indevido de um grande montante de explosivos feitos por um morador da cidade sem a devida autorização regular para isso. Nesse evento, o depósito clandestino explodiu, deixando um morto e ao menos dez feridos, sendo que o óbito foi do próprio dono do local. Chamou a atenção o fato de que mais de mil foguetes e uma bomba com um quilo de pólvora foram retirados do local. Esse material será periciado, bem como o celular do proprietário do imóvel, na investigação que vai apurar todo o ocorrido.

Essas tragédias mostram a importância de se prevenir situações de risco, que podem envolver as redes elétricas e o sistema de fornecimento de gás ou mesmo a alocação de botijões em moradias, que precisam cumprir determinadas regras. Também o poder público, com suas ferramentas de fiscalização, precisa estar atuante, sem prescindir de denúncias das comunidades para que sejam feitos os mutirões necessários a fim de se evitar o pior. Diz o ditado que o que está feito, está remediado. Todavia, o que ainda pode ser feito não pode estar à mercê da prevaricação e da negligência.