Editorial

Um dia histórico para as mulheres

Em 24 de fevereiro de 1932, as mulheres obtinham o direito ao voto, numa conquista estabelecida pelo presidente Getúlio Vargas. Desde então, elas vêm participando ativamente da vida pública do país.

Nesta segunda-feira, registrou-se a passagem de uma data muito importante para a população brasileira. Pela primeira vez na história do país, em 24 de fevereiro de 1932, as mulheres obtinham o direito ao voto, numa conquista estabelecida pelo presidente Getúlio Vargas, que assinou, naquele ano, o Código Eleitoral. Desde então, elas, que constituem a maioria dos habitantes do país, vêm tendo a oportunidade de participar ativamente da vida pública nacional.

Atualmente, embora sejam minoria na administração pública e no parlamento, não se pode negar a contribuição qualificada que essas brasileiras vêm dando ao Brasil em todas as suas áreas de atuação, aí incluídos o magistério, as forças policiais, o Judiciário, a advocacia, a medicina, a engenharia, a arquitetura, a agropecuária, o esporte, a cultura, entre outras. Sem falar que, a par disso, elas, na sua maioria, continuam com a dupla jornada, tendo que trabalhar fora e ainda realizar o repetitivo trabalho doméstico, além de, no mais das vezes, serem as responsáveis por acompanhar a vida escolar de seus filhos. Uma parte desse contingente não pode trabalhar por falta de creches, o que constitui uma pauta específica que precisa receber a devida atenção do poder público, sem esquecer que muitas acabam sendo alvo de agressões por conta de parceiros que deveriam protegê-las, não raro com ocorrências de feminicídios, que enlutam famílias e deixam infantes órfãos, demandando proteção.

A busca de uma nação mais justa passa imprescindivelmente pela ação das mulheres. São elas que valorizam a vida e têm a sensibilidade de fomentar o convívio harmônico, tanto em suas famílias como no entorno em que vivem. São elas que têm a empatia com o outro, principalmente com segmentos vulneráveis como idosos, negros, indígenas, PCDs, crianças e adolescentes. O olhar feminino é muito importante para fomentar um mundo mais justo e menos desigual, no qual as diferenças entre as pessoas sejam respeitadas na sua diversidade.