Neste dia 15 de junho, registrou-se a passagem do Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa, em 2006. Trata-se de uma iniciativa que tem como meta promover a valorização dos nossos idosos, combatendo os preconceitos e conscientizando sobre todas as formas de violência que costumam afetá-los. Esse cenário se torna ainda mais inaceitável por ocorrer numa fase da existência em que eles mais precisam de proteção.
Segundo dados coletados por estudiosos do tema, em 2023, foram registradas 400 mil denúncias, quase 50 mil agressões a mais do que no ano anterior. As mulheres aparecem como a maioria das vítimas, evidenciando o caráter de gênero do problema, no qual o machismo é um item sempre presente. São vários os tipos de violência a que estão expostas as pessoas da chamada terceira idade, incluindo as de natureza física ou psicológica, abandono, negligência e restrição patrimonial. E a gravidade dos crimes só cresce à medida que essa população se expande. Em 2022, o montante na faixa etária de 65 anos ou mais era de 22,1 milhões, representando 10,9% do contingente populacional, e as projeções para o ano em curso indicam um total de 24 milhões de brasileiros nessa condição, num total que supera o total de habitantes de países como o Equador e o Uruguai somados. Essa realidade indica uma situação adversa que, no mais das vezes, se verifica no âmbito familiar, uma esfera que deveria servir de esteio no seu cotidiano.
A tarefa de proteger esse segmento vulnerável é de toda a coletividade. Existem canais que podem ser acionados, como o Disque 100, delegacias especializadas e conselhos municipais específicos, para que se abram as investigações cabíveis. Crimes devem ser denunciados, mormente quando envolvem pessoas indefesas para tratar de seus próprios interesses, subjugadas em sua fragilidade e expostas à ganância de terceiros inescrupulosos.