Neste 5 de março, registra-se a passagem do Dia de Integração Cooperativista, instituído pela Organização Mundial do Trabalho (OIT), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). Trata-se de uma data que realça a importância dessa forma de organização, que tem subjacentes vários princípios para nortear suas ações em todo o mundo. São eles a adesão livre e voluntária; a gestão democrática pelos membros; a participação econômica dos membros; a autonomia e a independência; a educação, a formação e a informação; a intercooperação; e o interesse pela comunidade em que a unidade atua.
O foco das cooperativas, em meio a uma atividade econômica produtiva e rentável, não é apenas o lucro em si, mas o bem-estar dos cooperados. No Brasil, elas se fazem presentes em vários setores, como crédito, agropecuária, saúde, transporte, trabalho, consumo, infraestrutura e educação. No Rio Grande do Sul, além de vários desses segmentos, o destaque fica para a agropecuária e o crédito Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, há no país 4.384 cooperativas em atividade, com 25,8 milhões de cooperados, o que corresponde a 12% da população, com 578 mil empregos diretos e com R$ 757,9 bilhões em movimentação anual de negócios, em 2024, quando superaram o crescimento do PIB nacional. Já no RS, a força do cooperativismo é evidenciada com o dado de que o contingente cooperativado responde por mais de 10% do PIB gaúcho, com acentuada presença em agronegócio, crédito e saúde, aportando com investimentos estratégicos para a modernização da economia do Estado, inclusive com investimentos em inovação para agregar maior valor aos produtos, aumentando a competitividade na disputa dos mercados interno e externo.
Esse equilíbrio entre produzir e distribuir a riqueza gerada é um dos primados basilares do cooperativismo. O lema do movimento, “O que não pode ser feito sozinho, pode ser feito juntos”, é a expressão da vivência de fato de valores de solidariedade e de empatia, tão necessários de serem disseminados nos dias de hoje.