Nesta quinta-feira, 11 de dezembro, registra-se a passagem do Dia Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Instituída por lei federal, trata-se de uma data de extrema relevância para destacar o excepcional trabalho que é prestado por essa entidade assistencial desde 1954, quando a primeira unidade foi fundada, no Rio de Janeiro, por iniciativa da diplomata norte-americana Beatrice Bemis, mãe de uma criança com Síndrome de Down. Desde então, esta sigla tem feito parte do cotidiano de grande parte das famílias brasileiras, numa parceria voltada para estimular o desenvolvimento de crianças e adolescentes com algum tipo de limitação física ou intelectual, sem esquecer adultos nessa condição.
A luta pela inclusão de pessoas com deficiência tem na Apae um impulso legal e institucional sem precedentes, contribuindo para a elaboração de leis e de iniciativas imprescindíveis para contemplar os direitos desse contingente populacional, que necessita de um olhar diferenciado para suas demandas. Elas estimulam o respeito e a valorização desses brasileiros mais vulneráveis, mostram-se como uma rede de apoio necessária e promovem políticas públicas e ações comunitárias visando sua autonomia e sua dignidade. Igualmente é elogiável o trabalho de conscientização sobre as diferenças como forma de combater o preconceito e a discriminação que tendem a se manter no cotidiano. A superação de estigmas e de visões preconcebidas sobre esse segmento é imperiosa para que possamos ter uma coletividade mais inclusiva e mais tolerante. As Apaes são entidades sem fins lucrativos, com financiamento por parte de parcerias público-privadas, voluntariado e doações. Suas ações abrangem educação especial, saúde, assistência social, capacitação profissional e apoio aos familiares. O Brasil é uma nação com uma população muito solidária.
O apoio que recebe a atividade de cada Apae ilustra essa afirmação. Saber conviver com as diferenças é algo que devemos fomentar nas comunidades, nas escolas e em todos os espaços nos quais se possa sedimentar uma mentalidade de inclusão e de empatia com o outro, numa visão humanista e respeitosa.