Editorial

Um grande investimento na economia do Rio Grande do Sul

A expansão da CMPC vem marcada pela perspectiva de geração de emprego e de renda.

O Rio Grande do Sul corre o risco de perder o maior investimento privado de sua história, um complexo capaz de gerar milhares de empregos diretos e indiretos, fomentar a economia e propiciar uma volumosa arrecadação de tributos que serão amealhados pelo poder público e que poderão ser traduzidos em serviços essenciais para a população em áreas tão importantes como saúde, educação, saneamento, mobilidade urbana, logística e armazenamento, entre outras. Trata-se da expansão da capacidade produtiva da empresa chilena CMPC, uma gigante na fabricação de celulose no RS, no país e no mundo. Já instalada em Guaíba, ela representa um importante ativo econômico da cidade e agora busca se adensar na região, construindo uma nova unidade na Barra do Ribeiro.

O aporte como um todo está orçado em 27 bilhões, representando para o município, além da geração de arrecadação para o ente municipal, algo como a abertura de 12 mil empregos diretos durante a fase áurea de construção civil e, com a planta em operação, haverá a geração de mais de cinco mil vagas permanentes, além de um terminal portuário em Rio Grande e a consolidação de uma hidrovia, retirando milhares de caminhões das nossas estradas, diminuindo o risco de acidentes. Até agora, o projeto encontrou boa recepção no governo do estado e nos órgãos ambientais, como é o caso da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). Todavia, enfrenta a oposição de um dos partícipes atuantes na questão, o Ministério Público Federal (MPF). Várias questões foram levantadas e esclarecidas pelo setor responsável da empresa, como no caso da qualidade da água do Guaíba, que não deverá ter nenhum impacto significativo por conta das medidas técnicas previstas no projeto de expansão. Em relação às consultas públicas, a empresa os entende como inviáveis nos moldes preconizados pelo órgão federal e levanta a possibilidade de mudar seus planos e construir em outro país, como no Paraguai, por exemplo, algo que seria lamentável.

Diante deste quadro, resta esperar que o bom senso prevaleça. Que a legislação ambiental seja cumprida e que os gaúchos não fiquem privados dos ganhos advindos da concretização da obra. É preciso que nesse embate não haja vencidos nem vencedores, mas boas perspectivas para toda a população e para os entes federados envolvidos.