Estamos no inverno, a estação mais rigorosa do ano, muito própria para o surgimento de doenças respiratórias. É preciso tomar todos os cuidados preventivos para que elas não se agravem a ponto de comprometer a integridade física e psicológica dos acometidos por elas. Todavia, não são apenas essas enfermidades que merecem prevenção, pois também a dengue deve estar no radar das autoridades e da população. Não se pode ceder ao mito de que nesta época o perigo arrefece. Segundo estudiosos, essa não é a realidade, seja porque o fator de transmissão, o Aedes aegypti, continua vivo, embora com menor visibilidade, seja porque os invernos cada vez mais quentes favorecem a sobrevivência dos seus ovos.
Essa enfermidade tem se constituído em um problema de saúde pública durante todo o ano. De acordo com levantamentos recentes, tivemos em torno de mais de um milhão de casos até abril em todo o território nacional, com 681 mortes e outras 741 em investigação, o que indica números preocupantes, ainda que menores do que os registrados em 2024, no qual as mortes se contaram aos milhares. No Rio Grande do Sul, tivemos 16.933 casos confirmados até maio, com 13 mortes, sendo seis delas em Porto Alegre. Os sintomas são febre alta entre dois a sete dias, dor de cabeça e atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, náuseas, vômitos e diarreia, manchas vermelhas na pele, cansaço extremo e mal-estar geral. Ao senti-los, é preciso procurar imediatamente assistência médica, que deverá ser de acordo com a gravidade do caso. A vacina, por sua vez, está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em determinados municípios, o que demanda a ampliação imediata de sua oferta.
No âmbito da prevenção, para evitar o agravamento de riscos, é necessário, entre outras medidas, eliminar criadouros de água parada em vasos, pneus, garrafas, calhas, etc., ter boa coleta de lixo nas comunidades, usar repelentes, instalar telas em janelas e portas. O fato de não haver um tratamento específico para o vírus é algo que deve servir de alerta, visando ao reforço das ações preventivas.