Uma consultoria especializada em questões ambientais fez um estudo que chegou à conclusão de que a gestão correta de resíduos pode levar municípios a reduzir emissão de gases num patamar de até 33% para aqueles que tenham um tratamento adequado para os descartes. Sem dúvida, trata-se de um estudo que merece estar em debate em todas as cidades, notadamente naquelas em que as tragédias climáticas vêm se tornando frequentes, como é o caso de um grande número de localidades gaúchas.
De acordo com o levantamento, esse impacto para o meio ambiente pode ser muito relevante. São urbes que se encontram num estágio intermediário de gestão e podem servir de modelo para disseminação de práticas e técnicas a serem adotadas por outros municípios. O desafio é que estes entes consigam montar projetos para captação de recursos a fim de realizar obras e investimentos em suas áreas urbanas e rurais. Sempre é bom lembrar que tanto o Estado quanto a União dispõem de recursos que podem ser aportados em boas iniciativas, desde que elas atendam a critérios técnicos, com demandas coletivas apropriadas e necessárias. Isso também envolve a destinação adequada dos excedentes, o que se faz com unidades de coleta e de processamento com bom funcionamento, bem como com o treinamento de mão de obra capacitada para lidar com esse labor de mitigar a poluição nas vias públicas e em lugares de preservação e vitais para um espaço ambientalmente equilibrado. Uma das urgências diz respeito à eliminação dos lixões, que continuam a desafiar o cotidiano das cidades brasileiras, não obstante a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) exigir que eles sejam extintos, já que constituem fonte de contaminação da terra, do ar e das águas, além de favorecerem a expansão de doenças, inclusive as respiratórias.
Nesse sentido, diante de uma conscientização cada vez maior da coletividade sobre o nexo causal evidente entre ambiente poluído e qualidade de vida, urge que o poder público faça a sua parte nessa conjuntura. A adesão a bons protocolos e a aceitação de evidências sobre a origem de danos emergentes à natureza e aos ecossistemas podem fazer uma grande diferença no curto, médio e longo prazos.