Entre as muitas cores dos meses nas campanhas de prevenção realizadas pelos órgãos da Saúde, temos o Abril Azul, que tem como foco debater as questões relativas ao autismo. Esse mês foi instituído pela ONU com o objetivo de conscientizar a população sobre os cuidados com o autista, bem como envolver a comunidade, trazer visibilidade ao assunto e buscar uma coletividade mais consciente, menos preconceituosa e mais inclusiva. Todo o período é dedicado a promover informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A condição do autista exige cuidados não voltados apenas para ele, mas também para sua família e seu entorno, como a escola. A busca da inclusividade deve ser ampla e efetiva, visando a melhorar a comunicação, a interação social e o comportamento de diversas maneiras. É imprescindível abrir portas para a participação dessas pessoas que, como neurodivergentes, têm também seu potencial a ser desenvolvido, algo que não pode ficar sem a devida atenção. Para tanto, é preciso criar uma rede de suporte nas escolas, na sociedade e no ambiente escolar para que o autista se sinta estimulado a desenvolver todas as suas habilidades. O desafio é construir uma sociedade mais acolhedora. Fazer adaptações no local de trabalho, nos conteúdos educacionais e no convívio doméstico também pode ajudar muito no sentido de que eles se sintam incentivados ao convívio e ao aprendizado. É preciso que o apoio não seja apenas formal, mas que seja real no dia a dia. Isso envolve o entendimento do que é o autismo, suas características, passa pelo reconhecimento das potencialidades dessas pessoas e envolve também a eliminação dos preconceitos que obstam sua participação plena nos locais onde vive.
A pessoa com autismo tem interações sociais peculiares, formas de aprendizado fora do padrão, interesse intenso por assuntos específicos, inclinação para rotinas, desafios com comunicação típica e formas particulares de processar a informação sensorial. Compreendida e estimulada na sua especificidade, ela pode superar barreiras e exercer de fato sua cidadania, vivendo em harmonia com todos os que a cercam.