Editorial

Um mês em vermelho para alertar sobre os riscos do câncer bucal

Maio promove alertas sobre uma doença que mata ou deixa sequelas nos pacientes.

O mês de maio está associado a campanhas relevantes de saúde pública. Três delas são o Maio Laranja, que enfoca o combate ao abuso e à exploração sexual infantil no país; o Maio Amarelo, que coloca o foco na necessidade de conscientização para reduzir o total de acidentes de trânsito nas vias do território nacional; e o Maio Vermelho, que alerta sobre a importância da prevenção e do controle das hepatites virais e combate ao câncer bucal. Em relação ao Maio Vermelho, é muito importante que as pessoas possam entender as formas de prevenção e de assistência em relação a esse mal que tem gerado milhares de mortes no país.

Instituído nacionalmente a partir da junção de duas datas relevantes, o Dia Mundial Sem Tabaco, em 31 de maio, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e o Dia Nacional de Combate ao Câncer Bucal, também em 31 de maio, data oficializada no Rio Grande do Sul, o Maio Vermelho busca chamar a atenção para esta enfermidade que tem ceifado vidas em todo o país, sem esquecer os que sobrevivem com sequelas, como as relacionadas às funções vitais da boca e à estética facial, com reflexos diretos na qualidade de vida do paciente. Entre elas, podemos citar as dificuldades para falar, mastigar e engolir, além de alterações na aparência e na autoestima. Em relação aos óbitos, os números são assustadores: o câncer bucal causa cerca de seis mil óbitos todos os anos, isso de acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), com base em estudos epidemiológicos. Por detrás dessas ocorrências, figuram causas como o diagnóstico tardio, uma vez que em torno de 70% dos casos são identificados em estágio avançado, e os efeitos do vício do tabagismo e do etilismo, que surgem como os principais fatores de risco.

Diante das graves consequências que podem emergir para quem foi acometido por essa doença, é preciso incentivar para que busquem ajuda para uma detecção prévia ou mesmo para a realização dos procedimentos recomendados. Todos os meios para um correto tratamento são disponibilizados pelo SUS. Em sendo assim, fica o alerta para os graves perigos que podem advir de uma conduta negligente, que pode pôr tudo a perder quando o assunto é cura e pronto restabelecimento no tocante ao câncer bucal.