O cooperativismo no Rio Grande do Sul e no Brasil apresenta uma relevância sem igual para a nossa economia. Isso é evidenciado pelos números superlativos que esse segmento traz à baila como indicadores de sua participação no ciclo produtivo nacional e gaúcho. São mais de R$ 757 bilhões em ingressos anuais, gerando mais de 578 mil empregos diretos e reunindo mais de 25,8 milhões de cooperados. Em nível de Estado, o setor emprega cerca de 80,8 mil pessoas e movimenta R$ 90,5 bilhões em receitas.
A presença das cooperativas na produção é bastante diversificada. Com seus mais de 25,8 milhões de cooperados, estão presentes em diversas frentes, como na agropecuária, com 1.172 cooperativas, R$ 438,3 bi em ingressos e geração de 268 mil empregos; na oferta de crédito e serviços financeiros, com 689 cooperativas, 20,1 milhões de cooperados e R$ 165,4 bi em ingressos; na saúde, com 699 cooperativas, 150,8 mil empregos e movimentação de R$ 123,7 bi; e na infraestrutura, atuando no consumo, transporte, trabalho e serviços variados. Cabe ressaltar que, pelo seu próprio perfil e princípios, as entidades cooperativistas promovem inclusão, geração de empregos e distribuição de renda de forma democrática e sustentável, qualificando colaboradores e contribuindo para uma sociedade mais justa e mais igualitária. Diante dessa atuação tão meritória, cabe a legítima expectativa de que o poder público seja um parceiro na geração de postos de trabalho e de fomento a uma produtividade que beneficia a toda uma gama de envolvidos. É por isso que vem em boa hora o anúncio de que o cooperativismo foi reconhecido como manifestação da cultura nacional, podendo acessar recursos de fundos regionais de desenvolvimento. Dessa forma, haverá linhas especiais de financiamento para que o sistema possa amealhar os valores necessários para crescer e se desenvolver cada vez mais.
Por sua profunda relevância socioeconômica nos lugares onde atuam, as cooperativas são exemplos do labor socialmente organizado e rentável para todos, seja de forma direta, seja por extensão dos benefícios. Aquela máxima de que a união faz a força não é uma frase solta para quem coopera em um negócio, mas algo vivenciado todos os dias.