Editorial

Um sinistro como alerta para a necessidade de prevenção urbana

Cabe ressaltar a rápida intervenção das autoridades para realizar os atendimentos.

Nesta quarta-feira, o centro da Capital foi cenário de um incêndio que assustou transeuntes e pessoas que trabalham no local. Dois casarões foram alvo das labaredas na área da Praça XV, com as chamas impressionando pelo volume, conforme imagens captadas por câmeras e celulares, bem como pela equipe do Correio do Povo. Os dois prédios são comerciais e costumam ter uma boa frequência de clientes. Felizmente, não houve vítimas com maior gravidade e os prejuízos foram apenas materiais, além da danificação dos imóveis históricos.

Nesse episódio, cabe ressaltar a rápida intervenção das autoridades para realizar os atendimentos necessários o mais rápido possível. Houve deslocamentos de integrantes da Brigada Militar para isolar a região, do Corpo de Bombeiros e das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Das 22 pessoas atendidas, 18 foram logo liberadas e quatro foram encaminhadas ao Pronto Socorro por conta da inalação de fumaça. Diversos profissionais relataram dificuldades para sair de suas salas nas adjacências por conta do calor, da falta de luz e de orientações precisas para enfrentar tal emergência. Isso mostra que nunca estamos suficientemente preparados para passar por esse tipo de situação, requerendo ainda mais investimentos em preparação e em ferramentas capazes de auxiliar por ocasião de uma adversidade desse porte.

As causas desse sinistro ainda estão para serem elucidadas. Seu advento evidencia bem a importância da prevenção e de protocolos eficientes, nisso se incluindo fiscalizações e vistorias, além da elaboração de planos eficazes contra incêndios. Nesse sentido, o poder público tem um importante papel a cumprir, seja na elaboração das leis, seja no acompanhamento de seu cumprimento. As chamas costumam deixar um rastro de destruição e é por isso que há necessidade de ter meios de contê-las rapidamente. Mas o melhor ainda é fazer o dever de casa, prevenindo, para evitar que tais tragédias ocorram em nossas urbes.