Como verdade irrefutável, sabe-se que as tragédias climáticas não serão evitadas com medidas tomadas apenas em cada um dos territórios das nações do mundo, embora elas sejam imprescindíveis para um conjunto eficiente de iniciativas que consigam dar conta do recrudescimento das questões ambientais no mundo. É por isso que cada país deve fazer seu dever de casa para que se possa avançar no somatório geral de diminuição do aquecimento global do planeta, responsável por diversos desequilíbrios que geram secas e estiagens com a mesma intensidade e semelhante recorrência.
Neste sentido, de contribuir para um novo patamar de preservação da natureza, vem em boa hora a informação de que os países da União Europeia aprovaram a primeira Lei Verde desde que há eleições para o Parlamento Europeu, o que já a torna histórica. A norma determina que os países integrantes do bloco implementem ações de recuperação dos ecossistemas em 20% de seus territórios terrestres e marinhos, com prazo previsto até 2030. Também foi fixada a meta de que, até 2030, 30% de todos os ecossistemas sejam alvos de reversão de danos. Para 2040, a meta é de 60% e, para 2050, de 90%. O texto é considerado um avanço relevante porque, pela primeira vez, a lei não só enfocará a proteção de áreas naturais, mas também colocará em pauta a restauração das áreas já degradadas. Na deliberação, 27 dos estados-membros votaram a favor da proposição, entre eles, Portugal, e se posicionaram contra Itália, Finlândia, Hungria, Holanda, Polônia e Suécia. A Bélgica se absteve.
O RS vive o maior drama climático da sua história. Essa interligação de fatos adversos para o clima ocorrem em território nacional e no exterior, muito disso fruto da emissão de gases poluentes. Somente uma força-tarefa mundial será capaz de conter o ritmo destrutivo que alterna secas e inundações, causando enorme sofrimento e perdas para as populações, principalmente para os segmentos mais vulneráveis. Os encaminhamentos da UE para temas do clima merecem ser vistos com atenção.