Uma coletividade precisa ter coesão social para ter uma identidade e um sentimento de um pertencimento a uma cultura comum, o que envolve uma história compartilhada e um conjunto de valores cultuados em sintonia, com eventos e resgates constantes, inclusive consubstanciados em ícones que acionam o gatilho da empatia entre os habitantes de uma determinada região ou país. Ter uma língua, construir feitos, assentar ideais e prospectar um futuro em que todos são partícipes de sua construção constituem marcos que criam os moldes de uma nação independente, singular e soberana.
Nesse contexto de assimilação e disseminação desse sentimento cívico, os símbolos nacionais cumprem um papel fundamental. No Brasil, eles são quatro, regulamentados principalmente pela Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, conhecida como Lei dos Símbolos Nacionais. Estamos falando da Bandeira Nacional, muito provavelmente o símbolo mais reconhecido entre todos. Foi adotada em 19 de novembro de 1889, poucos dias após a Proclamação da República, por meio do Decreto número 4. Temos ainda as Armas Nacionais, também chamadas de Brasão da República, que são utilizadas principalmente em instituições e documentos oficiais. Forma esse rol ainda o Selo Nacional, empregado para autenticar atos oficiais do governo e também diplomas e certificados emitidos por estabelecimentos de ensino oficiais ou reconhecidos. Por fim, temos o Hino Nacional, outro reconhecido símbolo da identidade do país. Sua música é obra do maestro Francisco Manuel da Silva e a letra atualmente oficializada foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada. Ele é tocado em diversas solenidades e cerimônias, inclusive em ocasiões oficiais, eventos esportivos e atividades escolares. A legislação também estabelece regras para sua execução, a fim de preservar um contexto solene para sua execução.
Todos esses itens da nacionalidade devem ser preservados e respeitados. Sua relevância é tão grande que, neste dia 18 de setembro, registra-se a passagem do Dia dos Símbolos Nacionais. Eis uma data para fomentar o civismo e enfatizar o orgulho de ser brasileiro.