Editorial

Uma data cívica muito relevante

Desde aquele dia 15 de novembro de 1889, o Brasil só tem feito crescer no cenário internacional, tornando-se uma referência em termos de pacifismo, de fraternidade global e de interação entre os povos.

Nesta data de hoje, estamos completando 135 anos da proclamação da República, um evento decisivo na história do Brasil e que o inseriu definitivamente no rol das nações civilizadas no já pretérito 15 de novembro de 1889. Antes disso, houve algumas tentativas que não tiveram êxito na empreitada, como a Confederação do Equador, em Pernambuco, em 1824, e a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, no decênio 1835-1845.

Não há como negar a importância de deixar de ser súdito para ser cidadão. De consolidar o fim da escravidão, de criar instituições a serviço da coletividade, a rotatividade no poder com a escolha dos governantes, o direito de propriedade para todos, a equidade nas representações estaduais, a separação de poderes, a igualdade perante a lei, entre outros pontos relevantes. Desde aqueles tempos, o Brasil só tem feito crescer no cenário internacional, tornando-se uma referência em termos de pacifismo, de fraternidade global e de interação entre os povos.

Foram muitos os agentes dessa mudança, na qual o Correio do Povo tem a honra de se inserir. Já em seu primeiro editorial, escrito pelo seu diretor Caldas Júnior, o jornal já assinalava: “Em política – somos pela República, e só alimentamos a aspiração patriótica de vê-la pujante, amada e próspera, capaz de fazer a felicidade deste grande país, fadado aos mais altos destinos”. Foi um somatório de esforços e de inteligências para fazer evoluir um ente federado capaz de servir ao seu povo de forma moderna, com democracia e princípios constitucionais, como a soberania, o sufrágio universal, o respeito aos direitos humanos, entre outros.

Atualmente, o grande desafio é tornar nossa democracia formal, em que todos são iguais perante o ordenamento jurídico, em uma democracia real, com igualdade de oportunidades para todos, com disponibilização de acesso à saúde, educação, saúde e outros serviços básicos. Para tanto, é essencial o diálogo democrático que nos permite evoluir no âmbito da coletividade.