Este sábado encerra em seu bojo uma efeméride muito importante. Trata-se do Dia da Prevenção à Lesão Medular, que foi instituído em 2016 pela Sociedade Internacional da Medula Espinal (ISCoS). A meta é aumentar a conscientização pública, alertar autoridades sobre o impacto dessas lesões na sociedade e incentivar melhorias nos padrões de tratamento e de prevenção. Esse tipo de ocorrência, quando se dá de forma grave, pode comprometer todo o cotidiano do paciente, seu futuro e o de sua família, refletindo-se de uma maneira devastadora no seu entorno.
As causas dessas formas de lesão são as mais variadas. Podem envolver acidentes de trânsito, com atropelamentos por carros ou motos; quedas, que são muito comuns em idosos e em ambientes domésticos, por conta de escadas mal iluminadas ou sem corrimãos; atos de violência, principalmente por agressões físicas e ferimentos por arma de fogo ou por arma branca; atividades esportivas e recreativas, destacando-se mergulhos em águas rasas e os esportes de alto risco, como o montanhismo; doenças e condições médicas, com o surgimento de tumores, infecções, inflamações, artrite, osteoporose e hérnias de disco graves que podem comprimir ou lesionar a medula. As consequências do rompimento da comunicação entre o cérebro e o resto do corpo costumam ser de extrema gravidade, pois o organismo deixa de responder aos impulsos psíquicos. Geralmente isso resulta numa redução extrema de mobilidade, podendo chegar a paralisias corporais parciais ou mais amplas, como nos casos de paraplegia, que é a paralisação dos membros inferiores, ou mesmo de tetraplegia, que é a paralisação do pescoço para baixo.
Não é difícil imaginar as adversidades que essas pessoas enfrentam a partir de uma enfermidade de tal porte, que vem acompanhada de uma intensa dificuldade de adaptação em face das adversidades que lhe são intrínsecas. Existem boas perspectivas de boas descobertas para que os acometidos por tal estado possam um dia ter de volta sua condição anterior. Para tanto, urge que a ciência continue evoluindo em seus levantamentos e que não faltem recursos para os experimentos necessários. Cidadania e bem-estar não podem ser dissociados e precisam ser valorizados de fato. A esperança de recuperação em situações semelhantes vem de muitas décadas e o êxito será uma conquista de toda a humanidade.