No final desta semana, teremos dois acontecimentos de monta em torno da cultura da Capital, do Rio Grande do Sul e do Brasil. Nesta quinta, 28, registra-se a passagem do Dia Nacional do Livro e, na sequência, na sexta-feira, dia 30, teremos a abertura da 72ª Feira do Livro de Porto Alegre, que se estende até 15 de novembro, sendo realizada, como já é tradicional, no centro da Capital, na Praça da Alfândega. Trata-se de dois eventos que colocam os livros em destaque e, por isso, servem como um incentivo para que a sociedade cada vez mais se conscientize da importância do hábito da leitura.
Em relação à data que celebra o livro, ela foi instituída oficialmente pela Lei 5.191, de 13 de dezembro de 1966, firmando-se, desde então, como uma efeméride reconhecida no calendário das comemorações anuais do país. Nunca é demais dizer que os livros carregam informações e aprendizados que refinam os leitores e os fazem desenvolver uma consciência crítica imprescindível para o convívio em sociedade. Sua primeira configuração foi em forma de papiro, uma lâmina extraída da planta de mesmo nome, passando depois para o pergaminho costurado e, mais adiante, ganhando um formato praticamente definitivo a partir da invenção da imprensa, em meados de 1455, pelo alemão Johannes Gutenberg. Foi assim que o livro atingiu um alcance inimaginado até então, circulando de forma mais ampla e integrando pessoas e nações. Por sua vez, a Feira do Livro dos gaúchos, que teve sua primeira edicão em 1955, tornou-se uma tradição que rompe fronteiras, universalizando-se e chegando a ser considerada a maior feira de livros a céu aberto do mundo. É um palco para escritores, leitores, artistas de diversos vieses, incluindo uma extensa programação, contribuindo para elevar o patamar intelectual da coletividade.
Desta forma, resta celebrar e participar das atividades que envolvem estas duas oportunidades de conexão com este universo cultural. Certa feita, o escritor peruano Mario Vargas Llosa disse que a coisa mais importante que lhe aconteceu na vida foi aprender a ler. Sem dúvida, esta habilidade é, foi e sempre será fundamental a evolução de uma humanidade que está sempre se redescobrindo e refazendo rumos.