Editorial

Uma data em prol da valorização do livro e da literatura infantil

O hábito da leitura deve ser sedimentado na infância para que siga pela vida toda.

Um recente estudo trouxe um dado animador para o presente e para o futuro do país: houve um aumento no número de leitores de livros na comparação entre 2025 e 2024, constatando-se um aumento de mais de três milhões de brasileiros no montante que adquiriu um livro impresso ou digital no período cotejado. Sem dúvida, ainda que isso represente um percentual de incremento não tão expressivo, na ordem de apenas 2%, não deixa de ser interessante por indicar uma tendência de expansão do universo do público ledor.

Ler é fundamental, não apenas para quem lê, que aprende mais, que se capacita mais, que interage mais com seu entorno, mas também para toda a coletividade em que esse leitor está inserido. Com seu aprendizado e com seu senso crítico apurado, poderá contribuir muito mais para a sociedade, assumindo tarefas e atribuições nas áreas em que se propuser a exercer seus ofícios, bem como poderá ser uma voz ativa em sua comunidade. Contudo, para que assim ocorra, é preciso ter o hábito da leitura, ter esse ato como prazeroso e necessário, pois é uma garantia de que novos horizontes sempre estarão abertos para aqueles que sabem ver com olhos livres e ler com mente aberta. A informação idônea, por exemplo, só poderá ser valorizada por quem sabe que é preciso ser crítico para não cair em boatos ou virar vítima da desinformação. E esse costume tão relevante geralmente surge em uma fase imprescindível da vida, a infância. É nela que, no mais das vezes, o interesse é despertado, normalmente na escola pelos primeiros guias, os professores, bem como pelos pais.

Diante da importância do ato de estimular nos infantes o apreço pelos livros, cabe ressaltar o quão relevante se mostra a data de hoje, na qual se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, uma homenagem ao dia em que nasceu o escritor Monteiro Lobato, o principal autor da literatura feita para crianças no país. São de sua lavra personagens inesquecíveis, como Narizinho, do Sítio do Picapau Amarelo, que ficaram para sempre no imaginário de diversas gerações. Seu legado segue vivo quando uma criança se abre para os efeitos mágicos de uma boa história ou quando um autor de obras infantis interage com seus pequenos leitores. A força poderosa da imaginação tem o condão de poder melhorar o mundo real em que vivemos.