Editorial

Uma data épica no calendário da formação da nossa nacionalidade

O Brasil tem muitos problemas, mas apresenta um grande potencial como nação.

O civismo é algo arraigado na alma do brasileiro, ainda que o país, do ponto de vista socioeconômico, deixe muito a desejar para seus habitantes, apesar de ser uma das maiores economias do planeta e ter uma grande geração de renda, não obstante estar muito concentrada. O desafio é fazer com que as riquezas cheguem a todos, gerando benefícios e qualidade de vida. Contudo, embora haja problemas, temos muito para comemorar e hoje é um dia especial que merece estar no calendário afetivo da nossa população.

O sete de setembro de 1822 é uma data decisiva na nossa cronologia. Nesse dia, o então príncipe regente Dom Pedro I proclamou a independência da nação perante Portugal, iniciando um ciclo decisivo para que viéssemos a figurar no mundo civilizado da época com soberania e altivez. Deixamos de ser colônia do reino lusitano, criamos instituições próprias, elaboramos uma constituição e leis nacionais, passamos a desfrutar daquilo que produzíamos e deixamos de ser súditos de uma monarquia estrangeira. Foi assim que pudemos ter uma educação genuinamente nacional, uma imprensa com cor local, uma literatura nativa e um sistema tributário que gerava recursos para serem empregados em solo pátrio. Foram imensas as mudanças, que nos permitiram avançar na história até chegarmos ao regime republicano, cerca de sete décadas depois. Claro que tudo isso não foi conquistado sem luta, muito ao contrário. Os nacionais tiveram que lutar em várias frentes para obter a completa liberação ante os laços coloniais que nos prendiam aos portugueses.

Todo esse passado de glória, que nos foi transmitido de geração em geração, constitui um legado que continua a nos orgulhar e a nos desafiar para que estejamos sempre participativos no tocante a conduzir o destino do Brasil. Exemplo disso é a oportunidade de escolher nossos governantes e legisladores nestas eleições de outubro. A cada eleitor e a cada eleitora cabe a responsabilidade de votar nos seus representantes, aferindo suas propostas e programas, visando fortalecer nossa democracia, que tem a marca da coragem, da ousadia e do instinto de nacionalidade dos nossos antepassados.