Editorial

Nesta sexta-feira, registra-se a passagem do Dia Mundial da Não Violência e Cultura de Paz, que foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em homenagem ao pacifista Mahatma Gandhi, assassinado em 30 de janeiro de 1948. Trata-se de uma efeméride fundamental em épocas bastante conturbadas, como a que vivemos atualmente e as referentes a décadas passadas, que nos legaram um planeta com inúmeros conflitos a serem resolvidos.

São muitas as adversidades com que nos debatemos atualmente, como guerras, migrações, aquecimento global, desinformação, ameaças nucleares, insegurança alimentar, inundações, secas, exclusões digitais, entre outros pontos sensíveis. Dessa forma, ter uma data que possibilite o debate em torno dessas questões, encadeando governos e sociedade civil, países desenvolvidos com outros em desenvolvimento, visando a encontrar soluções globais para esses impasses de monta, contribui grandemente para uma sintonia que propicie a mitigação dessas disparidades políticas e socioeconômicas. Afinal, todos somos afetados por danos como os que advêm, por exemplo, da poluição dos oceanos ou das estiagens prolongadas. Sem esquecer que esses desequilíbrios fragilizam as democracias na medida em que tornam o mundo mais instável, enfraquecendo as instituições. Diante dessa realidade, é muito importante que a coletividade, em cada nação, possa agir de forma a favorecer o diálogo entre os cidadãos e suas instâncias, numa interação em que haja um fomento da tolerância para que a empatia prevaleça. Isso pode ser disseminado nas escolas, nas associações comunitárias, nas cooperativas, em todos os lugares em que as pessoas costumam frequentar no seu cotidiano para fortalecer seus laços socioafetivos.

A reflexão oportunizada por este evento internacional deve ser acompanhada de iniciativas que tenham o condão de acumular forças para que tenhamos dias mais felizes, menos conflitados. As gerações futuras merecem esse esforço para que recebam um legado melhor nesse sentido.