Nesta segunda-feira, 18 de maio, registra-se uma efeméride de fundamental importância para a memória coletiva. Trata-se do Dia Internacional dos Museus, instituído em 1977 pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), uma organização ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Trata-se de valorizar esses espaços tão relevantes para que as gerações possam deixar seus legados para seus pósteros, sinalizando com seus exemplos de luta na história, seus aprendizados e suas conquistas.
Em certa oportunidade, o filósofo Kierkegaard foi taxativo: “A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente”. Essa assertiva evidencia bem o quanto é importante compreender o passado para poder viver bem no presente e projetar o futuro. É por isso que toda e qualquer iniciativa que realce o papel dos museus no cotidiano da coletividade é bem-vinda e necessária. Colocá-los nos roteiros turísticos é muito importante, assim como um plano nacional para criar museus em todas as cidades do país e articulá-los com os interesses das comunidades, principalmente em interação com as escolas. Entre essas iniciativas, cabe ressaltar as oportunidades que surgem com atividades como as que estão sendo programadas no âmbito da Semana Nacional de Museus, realizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), entre 18 e 24 de maio, tendo o dia de hoje como um marco no contexto deste período, que mobiliza centenas de museus em todo o país, com exposições, palestras, rodas de conversa, apresentações culturais e visitas guiadas gratuitas. Em Porto Alegre, a Noite dos Museus já entrou para o calendário da cidade e do Rio Grande do Sul, propiciando dezenas de atrações artísticas e mobilizando grande público.
O desafio dos museus é receber investimentos e fazer parte do dia a dia das pessoas como um bem comum a ser usufruído amplamente, levando cultura para os diversos segmentos populacionais. É neles que vamos encontrar nossa trajetória como nação e como membros de uma sociedade que precisa evoluir conservando suas raízes.