Preservar a natureza é como preservar a própria espécie humana e tudo o que ela representa no contexto histórico e geracional. Nesse sentido, é deveras imprescindível juntar forças para enfrentar a degradação ambiental que tão sérias consequências vem introduzindo no cotidiano da população, principalmente dos segmentos mais despossuídos, muitas vezes obrigados a morar em áreas de risco por conta da falta de condições financeiras. É a pobreza punindo os mais pobres e os mais necessitados.
O equilíbrio ambiental é muito importante para que as pessoas possam ter uma vida saudável, com ar puro, um trabalho estável, menos insegurança alimentar e um bom controle de doenças, principalmente as transmissíveis, a exemplo do coronavírus ou mesmo de enfermidades controláveis, como o sarampo. Também ajuda na expectativa de viver mais, uma vez que tanto a integridade física como a psicológica ajudam a desenvolver hábitos positivos, além de uma maior imunidade diante de adversidades do dia a dia. Nesse sentido, a preservação da fauna, da flora e dos ecossistemas possibilita uma sinestesia entre os seres humanos e seus espaços, fazendo com que todo o seu entorno se torne fomento de um dia a dia mais prazeroso e menos tóxico em relação aos itens imprescindíveis, como o ar que respiramos e a água que bebemos. Nesse panorama, torna-se particularmente relevante a passagem do Dia Nacional da Defesa da Fauna, que se comemora neste dia 22 de setembro, o mesmo em que se verifica o inicio da primavera, a estação das flores. Essa data surgiu em 1980, por meio de uma proposição legislativa, com o objetivo principal de conscientizar a coletividade sobre a necessidade de salvaguardar a rica biodiversidade brasileira e proteger as espécies animais silvestres das graves ameaças representadas pela conduta humana.
Essa norma traz no seu bojo uma preocupação crucial para os habitantes de um país como o Brasil, detentor de uma grande diversidade natural. Urge que esse tema se propague e passe a estar na ordem do dia em escolas, comunidades, entidades associativas e também nos diversos fóruns oficiais em que se buscam alternativas para prolongar a existência, valendo-se da sustentabilidade. E não nos esquecemos do tráfico de animais silvestres e da extração indevida de recursos vegetais. As temáticas socioambientais exigem vigilância constante.