Editorial

Uma data para um projeto de urbanisno nacional e mundial

O Dia Mundial do Urbanisno põe em pauta questões de um RS ainda impactado pela enchente.

Neste sábado, registra-se a passagem do Dia Mundial do Urbanismo, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1949, com a adesão de mais de 30 países. A escolha foi a legitimação de uma iniciativa do professor argentino Carlos María della Paolera, o primeiro sul-americano graduado no Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris que, em 1934, estabeleceu em Buenos Aires evento semelhante. O Brasil comemora o Dia Nacional do Urbanismo na mesma data, conforme teor do Decreto 91.900, de 8 de novembro de 1985.

O urbanismo consiste em estabelecer padrões técnico-científicos para a expansão de uma cidade em seus vários aspectos, entre eles o técnico, econômico e administrativo. A efeméride propõe um debate amplo sobre a promoção e criação de soluções de urbanismo, que podem aportar para uma integração exitosa dos elementos de uma comunidade. Entre os temas propostos estão o sistema de transportes, locais para habitação, soluções de lazer e planejamento de áreas verdes. Com a experiência recente do Rio Grande do Sul em face das enchentes de 2023 e de 2024, quando cerca de 90% tiveram algum tipo de dano ou danos graves, mais itens precisam estar na pauta do planejamento das autoridades, como identificação das áreas de risco, desassoreamento de rios, manutenção correta de casas de bombas, criação de barreiras para dejetos nos cursos de água, uso contínuo de energias limpas para lançar menos gases poluentes na atmosfera, além de medidas que possam mitigar também a questão da estiagem, que prejudica fauna, flora e compromete a sobrevivência do ser humano em seu espaço de habitação.

Evidentemente, para que essa pauta se torne exequível, são necessários recursos que devem ser aportados pelo poder público e pela iniciativa privada, bem como a criação de fundos de preservação a serem custeados pelos países desenvolvidos para uso das nações em desenvolvimento. A maioria das pessoas vive em áreas urbanas e é nelas que os investimentos devem ser feitos, visando a uma melhor qualidade de vida, com mais dignidade e acesso aos serviços básicos.