Editorial

Uma economia que se reinventa

Essa forma produtiva chamada de economia circular está caracterizada por um modelo que visa reduzir o desperdício e o consumo danoso. Ela promove a reutilização e a reciclagem de recursos.

A economia está na base do cotidiano da população e cabe a ela realizar uma equação perante aquela máxima de que os bens são finitos e as demandas infinitas, o que tem servido de justificativa, não raras vezes, para a eclosão de conflitos no cotidiano, seja no âmbito interno, seja no panorama global. É na produção de riquezas que se vai amenizar as necessidades que todos temos de comer, vestir e desfrutar das coisas que a vida nos oferece. Todavia, se os recursos são limitados, é preciso produzir com responsabilidade. É aí que surge a economia circular.

Essa forma produtiva assim chamada está caracterizada por um modelo que visa reduzir o desperdício e o consumo danoso. Ela promove a reutilização e a reciclagem de recursos. Em relação às pessoas, as recomendações são reduzir o uso de plásticos descartáveis, adquirir itens reutilizáveis ou sustentáveis, reciclar papel, vidro e outros materiais, usar, sempre que possível, transporte público ou bicicleta e economizar energia e água. Para as empresas, as sugestões são empregar práticas de reciclagem e reúso de materiais, desenvolver bens sustentáveis e duráveis, reduzir o uso de embalagens descartáveis, aportar em energias renováveis e incentivar a economia circular em toda a cadeia de suprimentos. Os benefícios estimados são muitos, como diminuição do desperdício e do impacto ambiental, otimização de recursos em relação aos custos, melhoria da imagem da empresa e da satisfação do cliente e contribuição para um futuro com mais sustentabilidade. Estimativas dão conta de que a adoção de políticas públicas de economia circular pode gerar uma economia de R$ 80 bilhões por ano, além de reduzir a geração de resíduos sólidos urbanos em até 50%.

Essas condutas apontadas devem ser alvo da análise da coletividade e dos empreendedores no sentido de verificar em que proporção eles podem contribuir para um meio ambiente mais saudável. Não há receitas prontas, mas essas iniciativas têm um potencial de agregar bem-estar coletivo sem descurar da opção por um desenvolvimento econômico num cenário internacional de alta competitividade.