A relação da espécie humana com a natureza tem sido cada vez mais conflitada, fazendo com que diversos fenômenos naturais se manifestem de maneira, não raro, intensa e danosa. Isso pode ser ilustrado com diversos eventos climáticos que têm assolado o Rio Grande do Sul, o país e o mundo. Os gaúchos têm ainda muito presentes os traumas gerados pelas inundações de dois anos atrás, quando foram contabilizadas perdas materiais e mortes, além de feridos e desaparecidos, nisso incluídos também animais de estimação. São cicatrizes abertas na memória da coletividade e que deverão permanecer por muito tempo, além do temor de repetição daquelas tragédias.
Nesse contexto, é de extrema importância que sejam tomadas as medidas preventivas que tenham o condão de mitigar os riscos sempre presentes de novas catástrofes, seja com inundações, seja com estiagens. Dessa forma, a preservação das florestas assume um caráter primordial nessa prevenção. É por isso que sua importância deve ser realçada, com campanhas de conscientização da sociedade e ações do poder público para conservar e combater investidas de setores que agem para devastar nossos ecossistemas e obter lucro fácil. Faz parte desse processo o Dia de Proteção às Florestas, celebrado neste 17 de julho. A data busca conscientizar sobre a imprescindibilidade das matas brasileiras, que representam cerca de 59% do território nacional e abrigam 20% das espécies do planeta. Toda essa diversidade, além de ser um fiel da balança em relação à estabilidade do clima, é um patrimônio não apenas do Brasil, mas também do mundo, sendo considerado um elemento crucial para o bem-estar das populações do planeta. Ar puro e água potável, por exemplo, são itens decisivos para um cotidiano saudável. A par disso, florestas ajudam na distribuição das chuvas e no enfrentamento das secas. Cabe também ressaltar a necessidade de preservar nossos biomas, como o Pampa e o Cerrado, que são verdadeiros santuários para muitas formas de vida.
Regulação do ciclo dos recursos hídricos, armazenamento de carbono, proteção do solo e manutenção da biodiversidade são algumas das funções inerentes aos polos florestais. Urge que os governantes, a iniciativa privada e a sociedade civil entendam a essencialidade das nossas florestas e adotem as medidas conservacionistas inarredáveis e imperiosas.