Há um ditado popular que diz que quem tem boca vai a Roma. Sem dúvida, há muito de verdade nisso. Muitos de nós já passamos por situações em que precisamos de outras pessoas para nos dar uma informação correta, inclusive para encontrar determinados lugares. Há que se dizer, mormente, que as respostas fornecidas, para cumprir com sua finalidade idônea, hão de ser fidedignas. Se, em vez disso, recebermos uma orientação incorreta, certamente ficaremos ainda mais confusos.
Nessa esteira, da mesma forma, no cotidiano, precisamos sempre obter informações verdadeiras, até para embasar nossas decisões e tocar a vida adiante. Para mero exercício de digressão subjetiva, vamos imaginar que, diante de alguma adversidade física passível de tratamento, recebamos um diagnóstico de outro paciente, com um exame trocado. Sem dúvida, o resultado do procedimento será tenebroso, quiçá letal. Fica, de maneira hipotética, fixada a importância de a realidade pressentida corresponder aos fatos, sob pena de advirem danos de graves consequências para todos os envolvidos, direta ou indiretamente. É por isso que avulta a necessidade de que as notícias que nos chegam sobre tudo o que nos cerca devam ser devidamente checadas, até mesmo para que se possa tomar as condutas devidas e as avaliações pertinentes, inclusive para não cometer injustiças com terceiros. Essa é uma postura que devemos ter como cidadãos numa sociedade complexa e com muitas coisas acontecendo o tempo todo. Para ajudar nesse sentido, muitas nações, entidades e instituições criaram o Dia Internacional da Checagem de Fatos, incentivando os cidadãos a se assegurarem de que aquela versão sobre acontecimentos que chega a eles realmente procede.
Esse cuidado, no Brasil atual, é imprescindível. Veja-se o caso das vacinas, em que as autoridades seguidamente têm de vir a público para informar que elas reconhecidamente funcionam contra diversas enfermidades. Tal ocorre por conta de uma onda de desinformação sobre a imunização, prejudicando a expansão vacinal. Boatos e fake news comprometem a base da democracia e minam os valores necessários para um convívio saudável no dia a dia da coletividade.