Nesta quarta-feira, dia 15 de abril, registra-se a passagem do Dia Nacional da Conservação do Solo, uma efeméride que foi instituída no país por meio da Lei Federal 7.876, de 13 de novembro de 1989, por iniciativa do então Ministério da Agricultura, atual Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O dia escolhido tem como mote homenagear a data natalícia de Hugh Hammond Bennett (1881-1960), cientista norte-americano reconhecido mundialmente como o “pai da conservação do solo”. Essa iniciativa também encontra paralelos em outros registros comemorativos, como o Dia Internacional do Solo, em 5 de dezembro, e o Dia Internacional da Mãe Terra, em 22 de abril.
O solo é um dos quatro elementos essenciais para a vida, assim como o são o ar, o fogo e a água. É nele que pisamos e habitamos como uma estrutura básica para nossa existência. É ele que nos fornece os nutrientes provindos dos alimentos que consumimos para renovar nossas energias. É por isso que precisamos fomentar um pensamento crítico na coletividade sobre a importância de sua correta utilização, como um recurso natural que precisa ser protegido para nos propiciar as bases vitais da vida no nosso cotidiano. Urge enfrentar ações deletérias que provocam a poluição do solo, com conscientização dos riscos que corremos ao não empregar os zelos devidos na sua preservação. Quando nos omitimos em casos de colocação, disposição, descarga, infiltração, acumulação, injeção ou enterramento de substâncias e produtos poluentes, em estado líquido, gasoso ou sólido, nos solos e subsolos, estamos comprometendo o meio ambiente no seu potencial mais relevante, privando-o de servir à geração atual e às futuras.
Em meio a essa inércia e omissão perigosas com a natureza que nos cerca, vemos as consequências de erosões e do descaso humano com nosso território. São estiagens, inundações, doenças respiratórias e outras manifestações climáticas que cobram o preço por essa negligência que se avoluma ao longo dos tempos. É preciso inverter essa lógica permissiva com segmentos que agem com total irresponsabilidade ambiental. Para tanto, o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil precisam fazer a sua parte no tocante a este ponto sensível.