Editorial

Uma eleição de efeitos globais

Pela importância geopolítica dos EUA, a disputa terá um impacto decisivo sobre os rumos não só do mercado interno dos EUA, mas também do mercado externo por conta de ser um país estratégico na economia global.

Nesta terça, os eleitores norte-americanos vão às urnas naquela que, por sua história e pujança, é considerada a maior democracia do mundo. Na dualidade já tradicional no âmbito partidário, concorrem Kamala Harris pelos Democratas, defendendo o legado e o governo de Joe Biden, e, pelos Republicanos, Donald Trump, que tenta retornar ao poder depois de ter sido derrotado em 2020.

Pela importância geopolítica e econômica dos Estados Unidos e seu peso em âmbito global, a disputa, que se encontra muito polarizada, de acordo com as pesquisas de opinião divulgadas por diversas entidades e veículos de imprensa, terá um impacto decisivo sobre os rumos não apenas do mercado interno dos EUA, mas também do mercado externo por conta de ser um país estratégico em termos de investimentos em outras nações. Temas como nacionalismo, protecionismo, meio ambiente, migrações, inclusão social e participação das minorias nas esferas de poder são alguns que deverão estar em pauta na agenda do próximo governo, algo a ser avaliado previamente por todos os que irão comparecer às urnas para decidir o futuro do país. Também serão afetadas as diretrizes diplomáticas envolvendo a guerra na Ucrânia, as relações com a China e as alianças da Otan estarão, por certo, sendo observadas de perto por outras nações, assim como o conflito entre Israel e os palestinos.

Um grande desafio para ambos os candidatos e para as autoridades responsáveis pelo processo eleitoral diz respeito à mobilização dos cidadãos e cidadãs habilitados a votar, uma vez que o voto é facultativo. Muito provavelmente, a candidatura que conseguir motivar seus partidários a referendá-la eleitoralmente de forma massiva, reduzindo a abstenção, terá meio caminho andado para a vitória. Esta será uma superterça, em que os olhos e ouvidos do mundo estarão voltados para a escolha da maioria dos estimados 150 milhões de votantes que darão a palavra final sobre os rumos dos EUA no próximo mandato presidencial.