Editorial

Uma eleição para ampliar a representação real da sociedade

Os idosos também devem buscar sua participação nas esferas de poder.

O Congresso Nacional conforma a representação plural da sociedade ao ser integrado pelos parlamentares legitimamente eleitos pela vontade popular. É o eleitor que aponta quem deve tomar posse como deputado federal ou senador, o mesmo ocorrendo, guardadas as devidas proporções, nas assembleias legislativas e nas câmaras dos deputados. É por isso que, a cada ciclo de renovação, os cidadãos precisam estar atentos para escolherem representantes que estejam em consonância com as demandas coletivas.

Nesse sentido, os diversos segmentos da coletividade têm a possibilidade de se organizar em torno de suas reivindicações, visando eleger pessoas comprometidas com suas pautas. Às mulheres cabe analisar quem defenderá de fato creches e a igualdade salarial; aos defensores da causa animal, aqueles que atuarão para aumentar a proteção a esses seres vulneráveis; às pessoas com deficiência, quem vai propugnar pela mobilidade urbana e pela inclusão na sociedade. São muitos os contingentes que podem ter vez e voz a partir de uma representação que falará em nome deles nos órgãos legislativos. Isso inclui os idosos, que vêm tendo sua fatia populacional significativamente aumentada nos últimos anos. Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de idosos com o título de eleitor ativo cresceu cerca de 74% desde 2010 e atualmente eles correspondem a mais de 36,8 milhões de pessoas. Eles também devem buscar estar representados na Câmara e no Senado, uma vez que não são poucas as adversidades que enfrentam no dia a dia, a exemplo de questões ligadas à saúde pública, acesso a medicamentos, previdência, assistência social, segurança, mobilidade urbana, cuidados de longa duração e custo de vida. O desafio é motivar esse grupo etário, o maior até hoje já formado na chamada terceira idade, a comparecer aos locais de votação nesse ato de alto significado.

Em breve, milhões de pessoas estarão decidindo os destinos da nação nas eleições previstas para outubro. A oportunidade de fazer boas escolhas, legitimando pessoas capacitadas, é única. Não dá para participar de forma negligente ou quedar-se ausente neste processo tão relevante. As consequências são bem claras, como explicitou o filósofo grego Platão: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.