Este domingo ficará marcado por mais um enlutamento de diversas famílias no país por conta de um acidente com ônibus em nossas estradas. Cinco pessoas morreram quando o coletivo em que viajavam caiu em uma ribanceira na cidade de Cruzeiro, no interior do estado de São Paulo. O restante dos passageiros, que totalizava 48, está sendo recebendo atendimento e transferências para hospitais da região de acordo com a necessidade individual de cada um deles. Infelizmente, as tragédias em nossas estradas se tornaram comuns, como algo recorrente no noticiário, sendo que não deveria se tornar corriqueiro, demandando a atenção das autoridades na tentativa de evitar a sucessão dessas ocorrências.
Não raras vezes, como já se tratou neste espaço, as apurações indicaram que muitas das mortes poderiam ter sido evitadas se os viajantes adotassem o simples procedimento de colocar o cinto de segurança, uma cautela tão fácil de tomar e tão poderosa para salvaguardar a integridade física e psicológica dos usuários. Todavia, a negligência com uma medida tão eficaz, como bem comprovam as estatísticas e os especialistas, acaba gerando consequência graves, com danos, muitas vezes, irreversíveis, tanto pelos óbitos como pelas sequelas corporais e mentais. Estando bem fixada em sua poltrona, a pessoa não será arremessada contra outrem ou contra outras partes do ônibus, diminuindo as possibilidades de impacto e de sofrer traumatismo craniano ou outras incidências corporais de gravidade. Isso não deveria nem ser alvo de reforço, já que essa prática de uso está ativa e comprovada desde muito tempo nos veículos particulares. Na década de 90, mais precisamente em 1997, o emprego do cinto se tornou obrigatório com o advento do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), Lei 9.503, passando a valer, para todos, definitivamente, em 1998. Houve resistência inicial dos condutores, como seria de se esperar, mas, em seguida, a verificação do real benefício da iniciativa fez arrefecer todas as contrariedades.
Nossas rodovias, por estarem congestionadas, estão paulatinamente mais perigosas. Urge que os governantes apostem em novos modais, como hidrovias e ferrovias, para desarrochar essas vias. Até lá, cada um deve fazer a sua parte, cuidando de sua proteção e contribuindo para a segurança de quem viaja ao seu lado. Nesse sentido, acautelar-se para uma viagem mais segura inclui não correr riscos desnecessários.