A proteção da fauna e da flora é uma tarefa de toda a coletividade, incluindo o poder público e a sociedade civil organizada, que se expressa, muitas vezes, por canais e associações criadas especificamente para esse fim. Também os gestores e os legisladores têm uma responsabilidade de monta nesse sentido, pois precisam aperfeiçoar as leis e destinar verbas para o combate a crimes ambientais que atingem a natureza e os ecossistemas, alterando seu equilíbrio e sua função reguladora da vida no planeta. Muito se tem feito para essa proteção, mas é fácil perceber que muito ainda precisa ser realizado nesse sentido.
Para realizar esse trabalho protetivo, muitas instituições estão envolvidas, incluindo órgãos das diversas instâncias, federal, estadual e municipal. Em tal contexto, as forças policiais, como a Polícia Militar e a Polícia Civil, cumprem um papel fundamental na prevenção e na investigação desses delitos, principalmente aqueles que infringem a norma dos crimes ambientais, Lei 9.605/98. E o que pode se dizer é que ambas as forças estão diuturnamente empenhadas em fazer cumprir a legislação e punir os delinquentes. Exemplo disso é a Operação Convergência, levada a efeito pela Brigada Militar. Na sua ação mais recente, mais de mil animais foram resgatados de diferentes cativeiros irregulares ou de situação de maus-tratos em todo o Rio Grande do Sul. Alguns foram vítimas de atropelamento e não receberam o atendimento adequado. Também foi investigada a supressão de áreas nativas, com ênfase na redução do bioma Pampa, peculiar por ser específica do nosso estado, com toda uma diversidade única no país e que não pode ser degradada.
O combate a esse tipo de violência contra nossa riqueza ambiental deve ser intensificado. O tráfico de animais precisa ser enfrentado com o rigor devido. Certamente, as autoridades continuarão agindo em favor desses seres indefesos e da preservação do nosso solo pampeano, patrimônio de todos os gaúchos. A bandidagem não terá vida fácil nos seus intentos escusos.