Editorial

O retorno às aulas traz consigo o rearranjo do cotidiano das famílias, o advento dos aprendizados para os alunos da educação básica e o funcionamento regular do sistema de ensino, com todas as suas repercussões na sociedade. São aspectos importantes que ajudam a dar funcionalidade à vida social, com os infantes e adolescentes avançando na obtenção do conhecimento necessário para definir seu futuro, delineando seus rumos e preparando sua contribuição para o desenvolvimento do país, cada um no mister escolhido, de acordo com suas habilidades e aptidões.

Todo esse processo precisa ter o suporte da coletividade e, nisso, a segurança pública ocupa papel primordial. É por isso que vem em boa hora a informação de que a Polícia Civil gaúcha deu início à Operação Escola Segura, conduzida pela Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (CIBERLAB), inserida no âmbito da Operação Server Out 2, uma ação que conecta 11 estados da federação. O objetivo é coibir crimes relacionados a atos extremistas e à exploração sexual de crianças e adolescentes por meio do compartilhamento de conteúdo ilícito na rede mundial de computadores. A iniciativa de inteligência cibernética é permanente e é voltada para a proteção das instituições de ensino. Bem se sabe o quanto isso é importante para proteger nossos jovens, uma vez que é sabido e consabido que sua integridade física e psicológica pode ser irremediavelmente abalada quando eles são alvo de exposição pública indevida, violando sua intimidade de forma criminosa.

A par dessa vigilância implementada no plano virtual, muito necessária, há também que se ter a presença das forças de segurança no entorno das escolas. São muitos os problemas, como arrombamentos, tráfico de drogas e ingerência de facções que buscam aliciar estudantes. É preciso fazer o cerco sobre os delinquentes que apostam na impunidade e fazem das unidades escolares espaços de projeção de suas condutas delituosas e deletérias para o sistema de ensino.