Estamos em uma semana decisiva para o futuro do país, com a escolha do próximo presidente do país para governar por quatro anos a partir de 2027. Trata-se de um processo democrático em que quase 160 milhões de brasileiros e brasileiras estão habilitados para votar em segundo turno. Certamente, o país que vai emergir das urnas, completando o quadro com aqueles que já foram eleitos no primeiro turno para governar estados e para compor o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e os parlamentos estaduais, será resultado do entendimento majoritário dos eleitores que dão a palavra final em uma das maiores democracias do mundo.
Depois de lapsos temporais em que, num passado que não vai tão longe assim, os cidadãos e as cidadãs foram impedidos de participar de eleições livres, é uma feliz constatação perceber que a nação já atravessa décadas marcadas por uma normalidade democrática. E mais, temos uma constituição denominada como cidadã, marcada pela defesa dos direitos básicos das pessoas, tanto em nível de qualidade de vida como de defesa das suas garantias perante esferas governamentais, evitando que detentores do poder possam agir com o arbítrio ilegal, extrapolando suas atribuições e delegações recebidas. Devemos às gerações passadas e à parte da atual essa luta pela retomada de prerrogativas e de possibilidades de intervir nos rumos do poder público e realizar cobranças para o cumprimento de suas funções institucionais. Nesse contexto, a renovação periódica dos nossos representantes é um grande sintoma do predomínio da vontade popular, algo que pode ser facilmente verificado e corroborado no país atualmente. As manifestações de rua, as mobilizações impulsionadas pelos candidatos e a livre expressão genuína evidenciam que essa realidade é pulsante no Brasil de hoje.
Cabe destacar que esta eleição está se processando sem maiores incidentes, o que mostra a maturidade da nossa população. Que esta civilidade se mantenha e que todos possam livremente selecionar quem eles querem que ocupe o maior cargo da República no próximo quadriênio. Nossa democracia está pujante e dando exemplo em nível global de exercício da cidadania.