A semana que se inicia está registrada como a Semana Mundial do Meio Ambiente, que terá seu ápice em 5 de junho, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Conferência de Estocolmo, em 1972. Trata-se de uma mobilização mundial que se torna imprescindível à medida que o planeta vai sendo alvo de uma degradação ambiental jamais vista em toda a história da humanidade, a ponto de especialistas avaliarem que já chegamos ao limite de uma possível regeneração dos recursos naturais, a exemplo dos impactos negativos no tocante à fauna e à flora. Todos os dias, espécies são atingidas no seu habitat no mundo todo.
O tema escolhido pela ONU para este ano é "O Fim da Poluição Plástica Global", ressaltando a necessidade premente de reduzir o impacto dos resíduos plásticos em âmbito global. Nos fóruns que serão realizados em nível internacional, serão abordadas questões como mudanças climáticas e seus reflexos na biodiversidade, gestão de resíduos sólidos e economia circular, preservação dos biomas e reflorestamento e emprego sustentável dos bens ambientais. Os desafios são muito grandes e envolvem temas como o aquecimento global, pois 2024 foi o ano mais quente da história, superando 1,5°C de aquecimento; a crise hídrica, com escassez de água potável em inúmeras regiões; desmatamento, com perda acelerada de florestas e sua biodiversidade; poluição plástica, com danos aos oceanos e à vida marinha. Para enfrentar tais pontos e tentar ao menos minimizá-los, é urgente apostar em energia renovável, solar e eólica; infraestrutura verde e cidades sustentáveis; conservação de florestas e de itens hídricos. Cabe ainda disseminar os fundos ESG, ambientais, sociais e de governança, que estão em alta, impulsionando investimentos em sustentabilidade.
Esse panorama adverso de extrema gravidade, capaz de causar tragédias históricas, como as que ocorreram recentemente no Rio Grande do Sul, precisa ser enfrentado de forma conjunta por todos os governantes dos países-membros da ONU. Programas efetivos em prol da natureza não são mais uma opção, mas um imperativo para salvar a Terra da ação humana, deletéria e inconsequente.