Editorial

União com ação em prol dos Estado

Valores como solidariedade e desprendimento são fundamentais para sedimentar ações e forças-tarefas das autoridades das três esferas de poder, principalmente da União, que concentra os tributos pagos pelos contribuintes.

O Dia Internacional do Cooperativismo, cuja passagem é assinalada neste segundo sábado de julho por força de decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1992, é um mote importante para sinalizar um caminho de volta à normalidade no RS depois do advento da maior tragédia climática de sua história. As cooperativas com seus princípios e com o norte da cooperação, podem fazer a diferença num contexto em que nunca foi tão necessário chamar à união os entes federados e a coletividade. O governo federal, o governo estadual, as prefeituras e as organizações civis da sociedade têm sido veementes ao falar em reunir forças para vencer as adversidades que resultaram em desestruturação social e econômicas, perdas enormes de patrimônios das famílias, vidas que se foram, pessoas desaparecidas. Sem dúvida um cenário jamais esperado até mesmo pelos mais cautelosos e previdentes.

Diante dessa realidade, a luta pela reconstrução se tornou um imperativo. Benefícios foram anunciados, fundos foram criados, crédito e financiamentos surgiram para dar um fôlego para empresas, obras de infraestrutura foram realizadas, tudo constituindo um conjunto de medidas que, se foram necessárias, não são, contudo suficientes, alertando para a constatação insofismável de que é preciso fazer mais. Para tanto, valores como solidariedade e desprendimento são fundamentais para sedimentar ações e forças-tarefas das autoridades das três esferas de poder, principalmente da União, que concentra a arrecadação dos tributos pagos pelos contribuintes.

Nessa senda de retomada da pujança do RS, os gaúchos sabem que podem contar com o Correio do Povo, um jornal cuja circulação já se fez presente em três séculos da nossa história. Alinhado com seu primeiro editorial, o CP se mantém firme na trincheira da defesa dos interesses do povo rio-grandense. A informação com credibilidade é um item necessário num tempo de fake news e a verdade ajuda a população a fazer as melhores escolhas para, assim, dar a sua contribuição no rumo da superação do impacto das vicissitudes ambientais.