Na medida em que a grande maioria das pessoas, em todo o território nacional, vive nas cidades, tendência que se iniciou décadas atrás e que já se encontra consolidada, é mister que cada vez mais esses espaços recebam a devida atenção por parte dos governantes a fim de que essas populações consigam ter uma boa qualidade de vida e acesso a serviços básicos essenciais. Nesse rol, estão, entre outros, educação, saúde, saneamento, segurança pública, lazer, esporte e geração de emprego e de renda. Suas reivindicações precisam estar no orçamento para serem atendidas da melhor forma possível, haja vista que o atendimento delas ajuda a melhorar os indicadores socioeconômicos do país.
Esse tema é tão importante que, em 2023, o Congresso Nacional aprovou uma lei criando o Ministério das Cidades, que foi sancionada pelo presidente da República. Entre suas atribuições, consta elaborar e aplicar políticas públicas a serem implementadas nas áreas urbanas. Uma das suas diretrizes é propiciar que as cidades sejam inclusivas, com uma boa mobilidade urbana que permita a todos os seus segmentos participar do seu cotidiano e desfrutar de uma logística eficiente para os seus deslocamentos, eficiência essa que também deve estar disponível para trocas comerciais, melhorando o ambiente negocial e propiciando uma maior integração dos moradores com suas comunidades. Tais variáveis estão plenamente alinhadas ao 11° Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem como escopo tornar os assentamentos humanos seguros, resilientes, sustentáveis e norteados pela inclusão.
Diante desta realidade que se mostra deveras impressionante, uma vez que os números indicam que cerca de 188 milhões de brasileiros são citadinos, urge que os entes federados nas suas três esferas, federal, estadual e municipal, implementem as medidas necessárias para contemplá-los em suas demandas. Uma nação com justiça social tem que olhar para todos os segmentos que a compõem na sua totalidade e grandeza.