Algumas efemérides são regulamentadas por lei, como é o caso do Dia do Professor, outras são fruto do costume ou de acordo entre os segmentos sociais, até porque o costume é uma das fontes do direito e pode criar honrarias ou mesmo fatos relevantes, como as festas populares. É nesse contexto que se insere o Dia Nacional da Ética, instituído em 1992 e comemorado no Brasil neste segundo dia de maio. Trata-se de dar ênfase a um valor principiológico que deve estar sempre na base das condutas interpessoais como forma de assegurar um melhor convívio e a instauração de um ambiente de confiança e de reciprocidade em práticas saudáveis no cotidiano.
O foco central deste dia consiste em estimular a reflexão e o diálogo sobre valores éticos que orientam a vida em sociedade, assim entendidos aqueles que fomentam o bem comum e o bem-estar coletivo. Entre os principais deles estão fortalecer a cidadania e a confiança nas instituições, promover integridade e transparência nas relações pessoais e profissionais, diminuir conflitos e práticas de corrupção, buscando tornar os espaços de convivência mais saudáveis e justos, e valorizar princípios universais como honestidade, respeito, responsabilidade e justiça, principalmente em relação aos setores mais vulneráveis da coletividade. Isso vale também para o exercício da cidadania, notadamente em relação à transparência que se deve estabelecer no vínculo entre eleitor e representante, o qual, para o bem do regime republicano e da democracia, deve ser lídimo e autêntico. São muitos os benefícios para quem segue regras positivas no cotidiano, pois contribui decisivamente para melhorar seu entorno e para humanizar o meio em que transita como cidadão e como cidadã. Ao contrário, o descumprimento pode acarretar sanções por invadir a esfera de direitos de outros, a exemplo de delitos como calúnia, difamação e injúria.
A ética e a moral andam juntas, com a ética orientando a moral sobre as ações no cotidiano para que sejam hígidas e positivas. A empatia e a resiliência são seus frutos a serem colhidos com esperança e com a crença inabalável de que não existe outra via senão a da coexistência pacífica e fraterna entre todos nós, habitantes de uma nação vocacionada para ser produtiva e próspera.