Na nossa vida atribulada do dia a dia, com a correria para estudar, trabalhar, atender a família e dar conta de todas as tarefas, precisamos ter um espaço urbano acolhedor e ordenado. Isso favorece a mobilidade coletiva, o bem-estar das pessoas e mesmo neutraliza fatores de estresse. É por isso que equipamentos públicos, como praças e lugares de convívio, necessitam estar em boas condições de uso, incluindo nisso seu aspecto visual, que é uma variável que se internaliza positivamente no indivíduo na sua interação com o meio ambiente.
Infelizmente, essa relação com o cenário, que deveria ser de admiração e de renovação de energias para enfrentar as adversidades do cotidiano, vem sendo quebrada pelo vandalismo, que não respeita tanto o patrimônio público quanto o privado. É comum se ver em nossas ruas prédios pichados e bens coletivos danificados. Tal realidade representa não só uma afronta à cidadania de quem tem o direito de desfrutar desses itens como também implica gastos desnecessários do erário para a recomposição, gerando uso de recursos que seriam mais bem aplicados em áreas essenciais, como saúde, educação e saneamento, entre outras. O que se vê é a ação de uma minoria valendo-se de condutas antissociais para causar danos à maioria e regozijar-se com isso, numa postura condenável em relação aos nossos costumes, ferindo também nosso ordenamento jurídico. É por isso que a sociedade e os governantes têm de estar vigilantes para adotar medidas preventivas de proteção do nosso patrimônio e, quando ele for danificado, agir para responsabilizar os culpados.
Para bem cumprir sua atribuição de preservação dos espaços comuns, é imperioso que os cidadãos contribuam com os órgãos de vigilância, valendo-se dos canais disponibilizados para efetuar denúncias de depredação ou mesmo informar sobre os autores dessas práticas ilícitas. Ao contrário do que muitos podem pensar, o que é de todos tem dono e não pode ser alvo de indivíduos desajustados e indiferentes à boa convivência social.