Opinião

Meios de evitar tragédias, parques urbanos e ruas centrais

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Meios de evitar tragédias

Tragédias por fortes chuvas ocorridas em todo o Brasil, com centenas de mortes e mesmo número de desabrigados, sem falar no efeito indireto que atinge mais de 1 milhão de pessoas, ao longo dos últimos anos, fazem pensar alguns eixos. Em primeiro lugar, providências urgentes precisam ser tomadas, como proibição de habitações em áreas de risco em todo o país, estabelecimento de estudos sérios com sistema de diques acoplados com bombeamentos, estrutura de prevenção com dutos forçados, canais artificiais, além de desarquivarem os estudos naquele sentido já efetuados há longos anos, por exemplo, pela Universidade Federal de Santa Catarina, e colocá-los em prática já, eis que a alegada falta de recursos sempre é motivo de constantes adiamentos. Em segundo lugar, as tragédias relembram aos porto-alegrenses a enchente de 1941, onde a Rua da Praia se transformou em rio e o dano decorrente não preciso reprisar a dor. Hoje os adeptos emocionais da derrubada do muro da Mauá talvez não reflitam que ele compõe um sistema de proteção da cidade e por isso tem de ser mantido. Ademais, como informa o professor Paulo Burmann, o Rio Grande do Sul possui dois centros de meteorologia e hidrologia, UFSM e UFPel. Em Santa Maria e Pelotas respectivamente, poderiam fazer parceria com o governo do Estado e estruturar um serviço de previsão seguro e próprio do Estado. Aduz ainda o mestre e ex-reitor que os serviços poderiam ajudar a planejar planta/colheita colaborando na produtividade e manejo ambiental.
Antônio Carlos Côrtes, Porto Alegre, via e-mail

Parques urbanos

Diante da polêmica em entregar os parques da cidade à gestão privada, cabe relembrar que parques urbanos são áreas públicas com funções ecológicas, estéticas e sociais. Ajudam a combater as emissões de carbono, preservar a biodiversidade e controlar a temperatura e umidade. Criam em nós a percepção de tempo, espaço e liberdade junto à natureza. Com enormes benefícios sociais somados, tornam-se públicos por excelência e, como tal, devem permanecer sob domínio público.
José Carlos Morsch, Porto Alegre, via e-mail

Ruas centrais

Venho me debatendo há muito sobre o desleixo do centro da Capital, como a avenida Borges de Medeiros esquina com a rua Andrade Neves. Recentemente instalaram uma fruteira junto à banca de revistas e outras iguarias que dá a impressão de descuido total, quase na travessa Acilino de Carvalho. Há tapumes com lonas em dias de chuva, caixotes empilhados com frutas, sem falar dos ambulantes nas calçadas. Os pedestres têm que se desviar para poder ultrapassar.
Giselda S. Fontoura, Porto Alegre, via e-mail