Prevenção contra afogamentos
Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), a cada uma hora e meia, um brasileiro morre por afogamento. Esse número ilustra uma realidade trágica a ser combatida com esclarecimentos e responsabilidade.
Quando chega o verão, com seu calor intenso, a exemplo do Brasil todo, os gaúchos buscam lugares para se refrescar e, assim, resistirem às altas temperaturas. Contudo, não raro isso pode vir acompanhado de perigos que precisam ser neutralizados por meio da prevenção. Trata-se de ocorrências evitáveis, como é de grande parte dos acidentes nas estradas. Um desses lamentáveis fatos diz respeito aos afogamentos. Na busca de diversão em mares, rios e lagos, muitas pessoas perdem a vida de forma inaceitável. De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), a cada uma hora e meia, um brasileiro morre por afogamento. Esse número ilustra uma realidade trágica que precisa ser combatida com esclarecimentos e responsabilidade. De acordo com especialistas, algumas medidas não podem ser negligenciadas, como inspecionar o local para verificar riscos com correntes, ondas, rochas, profundidade, etc. Igualmente deve-se adentrar na água com coletes salva-vidas, boias, pranchas e tudo que possa ajudar na flutuação e manter a cabeça fora da água para respirar melhor. Recomenda-se ainda respeitar a sinalização das autoridades sobre as condições para banho, bem como procurar áreas com salva-vidas. Vale estar permanentemente de olho nas crianças e a buscar aprender a nadar com instrutores especializados. Infelizmente, a cada veraneio, as perdas vão se tornando recorrentes. Já tivemos a primeira morte por afogamento no Estado em 2024, somando um total de cerca de 20 óbitos desde o início da Operação Golfinho em dezembro de 2023. Tudo indica que, ao fim deste período que deveria ser apenas de lazer, teremos muitas famílias enlutadas. Urge que o poder público e a sociedade civil consigam realizar atividades preventivas nas comunidades e nas escolas, buscando alcançar principalmente os jovens, que devem evitar ser afoitos e descuidados. Nunca é demais lembrar que devemos combater aquele parco entendimento de que tragédias só ocorrem com os outros.