Direto ao Ponto

No mais das vezes, o lar é considerado um lugar seguro, no qual as pessoas podem relaxar, repor as energias e viver momentos felizes, de lazer ou de congraçamento com a família. Todavia, é preciso ter em mente que alguns imprevistos podem acontecer e comprometer essa tendência, ocasionando riscos à integridade física e psicológica de quem, em tese, se sente a salvo no recôndito de sua residência. Alguns perigos podem rondar esses lugares, causando danos para seus moradores, especialmente para crianças e membros da chamada terceira idade.

As estatísticas não estão atualizadas, mas, no ano de 2023, ocorreram mais de 9 mil mortes por acidentes domésticos em todo o país, resultando em uma média de 25 por dia, conforme dados divulgado pelo Ministério da Saúde. Em geral, os incidentes mais comuns são quedas, seguidas por queimaduras, cortes, intoxicações, tanto por produtos de limpeza ou por medicamentos, e engasgos ou asfixias, sendo os infantes e os idosos os segmentos mais vulneráveis. A cozinha, os banheiros e as escadas costumam ser os locais de maior periculosidade, demandando medidas preventivas como telas, grades, organização e supervisão a fim de garantir maior segurança para todos os membros do clã familiar. Toda a atenção deve ser dada à rede elétrica, que não pode sofrer sobrecarga interna, devendo receber manutenção regular. A prevenção é fundamental, inclusive para evitar perdas de vidas e sequelas que podem marcar as vítimas para sempre, além do impacto no setor de saúde, tanto no orçamento quanto na ocupação de leitos, uma vez que se trata de internações que poderiam ser evitadas com maior diligência por parte dos envolvidos em grande parte dos casos.

Vale ressaltar que, na mesma proporção da esperada prevenção de ocorrências domésticas, também o poder público deve se mobilizar para evitar acidentes em áreas externas, como no caso de marquises e de fios de eletricidade soltos, por exemplo. Em ambos os casos, acautelar-se contra a negligência, que é não fazer o que se deve, contra imprudência, que é fazer o que não se deve, e contra a imperícia, que é fazer o que não se sabe, é imperioso e necessário para impedir o advento de consequências danosas e, não raro, irreparáveis.