Recentemente a “trend do biquini” na rede social X, o antigo Twitter, gerou revolta nas redes sociais. Usuários pegam fotos comuns, principalmente de mulheres – e alguns casos até de crianças – e pedem para a Inteligência Artificial (IA), o Grok, deixar as vítimas apenas com biquini, sem consentimento.
A situação reacendeu o debate sobre a utilização da IA com o objetivo de sexualizar pessoas, muitas vezes, inclusive, com o fim de constranger ou se vingar, algo que já acontece em casos de vingança envolvendo "nudes" reais.
Para entender melhor as implicações do mau uso da IA e como as pessoas podem agir legalmente caso sejam vítimas da situação, o Direto ao Ponto conversou com o advogado Marcelo Ruivo, doutor em Ciências Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Ele também atua como professor convidado no IDP de Brasília e nas Universidades de Turim e de Ferrara.