Carlos Corrêa / Interino
O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, assim como todo torcedor brasileiro, acha que há erros inaceitáveis acontecendo nas competições nacionais. Em uma reunião com clubes das Séries A e B ontem, o ex-árbitro Wilson Seneme admitiu que os equívocos se acumulam a cada semana, mesmo que haja o benefício da dúvida em vários casos por serem lances de interpretação. O dirigente adiantou algumas medidas, como um reforço no treinamento em uma intertemporada a ser realizada no início de agosto, além de treinos mensais. Revelou também que pretende reduzir a divulgação dos lances da Série A para 24 horas após o jogo e 48 horas na Série B. Poderia ir um pouco além e passar a adotar o hábito de os árbitros (e a equipe do VAR) também concederem entrevistas após as partidas, ainda mais quando são tão protagonistas quanto os atletas. Poderia ir mais além ainda, muito além, e brigar pela profissionalização dos árbitros. Hoje, nas principais competições do Brasil, jogador é só jogador e técnico é só técnico, mas os árbitros, na sua imensa maioria, exercem outra atividade, o que por si só já não ajuda na preparação para as partidas. Muitos deles são contra a ideia porque os salários não compensariam tal mudança. Aí que entra a vontade da CBF. Se quer melhorar mesmo o nível da arbitragem, que pague bons salários aos seus profissionais. E passe a exigir deles mais do que se exige hoje.