Respeito ao aposentado
O trabalhador, indiferente a área de atuação, quando se aposenta não perde, obviamente, a qualificação. Se professor, magistrado ou carpinteiro, por exemplos, serão sempre. Ao lhes ser perguntada a profissão, a resposta será a da qualificação, pois “aposentado” não é profissão, mas circunstância vinculada à existência. Nenhuma razão, pois, quando se aposentam, discussão de agora e do passado, perceberem menos do que os em atividade. Evidente que benesses próprias do exercício das atividades, como vale transporte, vale alimentação e outra qualquer, não estendidas aos inativos. Vencimento, porém, pago pelo erário, igualdade de tratamento, medida para não desprezar o “ontem”, aviltando-o, privilegiando o “presente”. Entendemos desprezíveis, não se sustentando, argumentos em contrário. A propósito, da mesma sorte o aposentado pelo INSS, contribui e, a cada majoração, índices menores do que posto para o salário mínimo, evidenciando injustificáveis prejuízos. Contribuiu com mais, tem de perceber mais! Atentar que o aposentado, tanto na área privada como na área pública, ofertou seu desempenho, essencial para eliminar qualquer discussão de diferenças de tratamento pecuniário. Enfim, repudiemos injustiças.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail
Ferrovias
Hoje torna-se cada vez mais estressante e perigoso viajar em nossas estradas. Lembro do governo Jânio Quadros e de seu ministro dos Transportes Clóvis Pestana que tinha como meta prioritária o transporte ferroviário. Com a renúncia enigmática do então presidente, as ferrovias entraram decadência e muitas delas desativadas com o surgimento do projeto faraônico da Transamazônica e o incentivo à indústria automobilística. Hoje nossas rodovias, algumas em estado precário estão tomadas por enormes caminhões, engarrafando o trânsito, encarecendo o transporte e comprometendo a estrutura viária. Com todo respeito aos nossos valentes caminhoneiros, é o que temos aí. A revitalização do setor ferroviário torna-se, portanto, necessária e urgente, sob pena de um colapso de imprevisíveis consequências. Agora, nos chega a informação de que a L35, chamada de Ferrovia do Trigo, Passo Fundo - Porto Alegre também está abandonada. Lamentável!
Sebastião Cruz, Passo Fundo, via e-mail
Droga sintética
Tem razão o leitor José Pedro Naisser (CP, 13/2), a pior guerra a ser enfrentada por Donald Trump é o fentanil sintético, que está matando milhares de norte-americanos. Ele chega pela fronteira do México e do Canadá, dois países que Trump resolveu criar taxas alfandegárias. Acredito que assim não irá vencer.
Santiago Lancaster, Porto Alegre, via e-mail